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Todos curtem design?



Certa vez li um texto de Luli Radfaher, que dizia "Design está moda, não se discute. Mas será que dá para acreditar em afirmações de que pessoas estão mais atentas à forma das coisas e melhor informadas quanto às tendências de design?".

Gostar das coisas belas é natural, é do ser humano, sua inclinação para o que é belo e sublime remonta aos tempos mais primórdios. Estamos cientes que "gosto não se discute", assim como futebol, política e religião. Mas não é bem isso que vemos nos lançamentos das grandes marcas. O que vemos é uma espécie de ditadura do design, em que um padrão único de estética se impõe como beleza absoluta, como uma regra geral. Quando Radfaher disse que o Design estava na moda, a febre eram os iPods e seus fones de ouvido branco, isso há cerca de 5 anos. Quantos outros fabricantes lançaram imediatamente MP3 players com fones de ouvido na cor branca?

Não basta ser alguém ou algo, ter feito o bem a uma única pessoa ou a toda a sociedade, o que mais importa é se manifestar. A pessoa não existe se não puder contar quem é, o que está fazendo, onde está, com quem está, em 160 caracteres, um check-in, uma foto vintage e por aí vai. E é nesse ambiente que as aparências são fundamentais. O design funciona como um referencial de bom gosto, garantindo que seu dono está sintonizado com o que há de mais atual e avançado, mesmo que seu dono seja um indivíduo cuja conta bancária é exatamente o oposto ao que se inclina o seu bom gosto.

Possui ou portar vários objetos de design funciona, como um importante fator de identidade e sociabilidade. Numa happy hour ou encontro de amigos, um pequeno smartphone, colocado discretamente sobre a mesa, com câmera de 5MP, 3G, GPS integrado, acesso às redes sociais, funciona como um indicador de que seu portador trabalha com mídias sociais, é blogueiro, vloger, ou simplesmente que seu papai tem grana.

Por Wallace Pereira
          

                    Sobre o Autor

Estudante da Graduação Tecnológica em Design Gráfico (Web) na Universidade Castelo Branco. Rubro-negro desde criancinha e entusiasta da social media, escreve em blogs voltados para o humor e entretenimento desde 2007.
Siga-me no Twitter: @tigredemuleta 



A evolução da Tecnologia



O mundo está sendo revolucionado por tanta tecnologia. Já estamos na segunda década do terceiro milênio, e assim como o tempo tem passado depressa, a tecnologia tem evoluído de uma maneira desmedida.
Há poucos anos atrás seria difícil imaginar acessar a internet do seu celular, ser guiado por um GPS em seu carro, ou se conectar a internet por uma rede sem fio, mas hoje isso são coisas corriqueiras do nosso dia a dia, tudo devido ao rápido avanço da tecnologia.
A tecnologia está presente em tudo. Nos elevadores, nos telefones, computadores, televisores etc, e caminhamos para uma era ainda mais tecnológica, eletrônica e automática.
Milhares de pessoas no mundo se beneficiam e desfrutam desse avanço tecnológico, seja para uso pessoal ou profissional. A tecnologia está tão presente que se faz necessária, e até mesmo para ingressar em um emprego é preciso estar ligado em toda essa inovação.
Sem dúvida alguma a tecnologia caminha a passos largos, a cada dia que se passa as mudanças tecnológicas se dão em um intervalo cada vez menor de tempo, saber aproveitá-las para obter ganho de produtividade em escala, dinamizando processos e resultados requer alto senso de oportunidade. Neste novo mundo os jovens estão aprendendo a adequar-se cada vez mais rapidamente as novas tecnologias. O mundo em que vivemos é totalmente globalizado, pouco ou muito somos dependentes da tecnologia, e pensar em viver sem ela é como pensar em viver sem oxigênio para muitos.
Nos últimos anos uma tecnologia passou pelas nossas vidas como um verdadeiro tufão. Essa tecnologia mudou a forma como o mundo se comunica, faz compras, viaja e até mesmo como se apaixona. A tecnologia em questão é a internet, esta é uma novidade não tão recente, mas que nunca cai em desuso ou sai de moda. Hoje em dia é possível viajar todo o globo sem sair da sua cadeira, ou ir ao supermercado sem ao menos colocar os pés fora de casa.
Mas, como toda coisa boa tem seu lado negativo, tanta tecnologia abre portas para invasão de privacidade, fraudes, enfim, golpes dos mais ousados e absurdos que se possa imaginar, inclusive até com crianças, uma vez que a familiarização com a internet começa desde cedo nas escolas.
É preciso estar atento não apenas as novas invenções que surgem a cada dia e aos benefícios que elas nos trazem, mas principalmente aos cuidados que devemos ter para não sermos atraídos pelas armadilhas que tanta evolução oferece.




Regilaine Martins



Sobre o Autor

Carioca, 30 anos, estudante de Design Gráfico (Web Design) pela UCB-RJ, amo música, 


dança, e tecnologia.

Marketing e Design: fundamentais um ao outro




Por muitas vezes vi existir um abismo paralelo entre esses dois polos importantíssimos da publicidade. O Design por si sempre voltado para a arte e o Marketing para a publicidade, mas ambos com um propósito comum: a comunicação. Seria hipocrisia qualquer teoria existencialista de que o profissional de marketing pudesse obter sucesso em sua campanha sem excelentes identidades visuais do profissional de design e que aquela campanha tenha tido visibilidade para o portfólio do designer sem uma excelente publicidade da equipe de marketing. De acordo com a colunista Lígia Fascioni (2011, Acontecendo Aqui)“Em uma aula sobre concepção gráfica, fui apresentada aos conceitos básicos de design e foi então a ficha despencou sobre a minha cabeça: como é que eu fiz uma pós-graduação de quase dois anos e nunca havia ouvido a palavra design dentro de uma sala de aula? Como, se o profissional de marketing é o sujeito responsável por selecionar e contratar um designer, se é ele quem aprova peças gráficas e manda que se produzam 5 mil folhetos, por exemplo? Como é que um curso de marketing pode prescindir de apresentar os conceitos fundamentais e salientar o papel essencial do design em uma empresa? Como é que uma empresa pode dar certo no século XXI ignorando solenemente o poder do design?”

Marketing e Design são fundamentais para certificar a credibilidade e aceitação de um produto, campanha ou idéia. Não se vende um produto sem publicidade e não faz se publicidade de um produto esteticamente mal desenvolvido, na minha opinião esses dois polos deveriam atuar como uma relação fundamentalista a fim de obter objetivos beneficiários à ambos e não como uma relação de empregador e empregado. É preciso que o conceito Design seja introduzido nas especializações de Marketing para que aquele profissional beneficie-se da aptidão ao design que o Marketing seja igualmente fundamental nas especializações de Design qualificando aquele profissional a possível acompanhamento e desenvolvimento publicitário para reconhecimento do seu trabalho.
Na união entre Marketing e Design não só a indústria se beneficiaria como também a loja de sapatos, um escritório de advocacia, um posto de gasolina, uma ONG, um clube esportivo e um salão de beleza que também precisam de Marketing e Design, mas definitivamente o enriquecimento pessoal adquirido que esses dois profissionais acrescentariam ao seu currículo.

No artigo "Design e Marketing são aliados, não inimigos" Thiago Valenti (2007, WebInsider) ressalta essa importância.
"É fato que o marketeiro (ou profissional de marketing) sabe analisar o mercado, sabe obter dados como ninguém, mas o problema reside exatamente neste ponto. Ele possui os dados, elabora as estratégias de marketing, mas não passa essas informações para o designer.
Estratégias de marketing que envolvem a identidade da empresa como um todo, devem – ou deveriam – envolver também o designer, pois este está ciente dos conceitos da empresa, do valor que a marca possui ou quer atingir, e apenas o designer – friso isso – possui conhecimentos estético-funcionais para opinar sobre o que pode ser feito ou não. Ou, no mínimo, deveria ter.
Não é pretensão do designer querer compartilhar esses conhecimentos, é preocupação com uma série de valores que ele utilizou na hora de desenvolver o seu trabalho. Isso porque o design não se situa abaixo do marketing, fica ao lado, trabalha junto, com o mesmo objetivo, partilhando prós e contras de suas ações."

Apesar de 5 anos depois da publicação do artigo acima, sabemos que essa é a realidade em muitas agências brasileiras nos dias de hoje. Como designer e fã de marketing trabalho para que essa desnecessária "indisposição" entre os profissionais da área venha mudar em um futuro próximo, cabendo este artigo redigido em forma de "protesto" por mim apenas ao passado.

Por Monique Corrêa
          
                    Sobre o Autor
Geek, carioca, 22 anos, estudante de Design Gráfico pela UCB-RJ, apaixonada por música, café, design, tecnologia e maior defensora dos direitos do android!
Siga no twitter: @nah__ 

Pinterest é uma nova plataforma de marketing




Uma excelente opção para compartilhar produtos ou serviços, uma vez que a rede é para compartilhamento de interesses e tudo que é publicado pode ser replicado por outros usuários em seus pinboards.

De mansinho o Pinterest vai ganhando cena no Brasil. Um número crescente de empresas estão aproveitando a plataforma para atingir novos públicos, aumentar o tráfego de visitas em seus sites e gerar leads ou vendas de varejo. E adivinhem? Está funcionando, os resultados estão aparecendo.
Criada em março de 2010, nos EUA, a rede social já está despontando também no Brasil como uma das plataformas mais quentes para marketing B2C. O Pinterest se apresenta como um mural virtual no qual os usuários, chamados “pinners” compartilham seus interesses através de imagens, vídeos, infográficos, separados por categorias como moda, gastronomia, arquitetura, fotografia, música, entre outras.
Os “pins” como são chamados os posts, são transformados em quadros temáticos, os “pinboards”, que podem ser nomeados pelo usuário, como quiserem.
Uma excelente opção para compartilhar produtos ou serviços, uma vez que a rede é para compartilhamento de interesses, e tudo que é publicado pode ser replicado por outros usuários em seus pinboards. Como fez, por exemplo, a construtora e incorporadora paulista Gafisa, que criou pinbords relacionados à arquitetura, casa e decoração, incluindo nos pins imagens dos seus “produtos”, apartamentos decorados dos seus próprios empreendimentos imobiliários.
Os pinboards funcionam como catálogos de produtos, porém sem referências ou preços, dando liberdade e atraindo o interesse dos consumidores apenas pelo que eles representam como imagem. O Pinterest traz a oportunidade de capturar vários insights e hábitos de consumo do público, permitindo que as empresas identifiquem seus alvos e possam fornecer conteúdo estratégico em cada um dos seus pinbords, segmentando suas ofertas.
A parte mais interessante é que nos EUA, o Pinterest já gera mais tráfego que o Twitter, Google +, Linkedin, YouTube e MySpace. De olho nesse potencial, já é bastante usado como loja virtual, onde as empresas utilizam o canal para expor e vender seus produtos, direcionando os acessos para seus respectivos sites.
Aqui no Brasil, uma plataforma semelhante ao Pinterest já é bastante utilizada, o Instagram, a qual oferece uma ferramenta poderosa de tratamento de imagem, porém não permite vincular imagens de outros álbuns no seu e tão pouco criar pastas de interesse, no máximo tags para pesquisa.
A evolução do Pinterest no Brasil lembra o estágio inicial de crescimento do Twitter e do Facebook por aqui. Por isso, é bom ficar de olho e embarcar o quanto antes.


O marketing de guerrilha do SBT causa um misto de alegria e pena




Silvio Santos e sua turma estão bem empolgados com o remake de Carrossel, aquele clássico da sua infância que você provavelmente gostaria de deixar por lá. A empolgação é tamanha que o SBT anda exagerando na dose quando o assunto é fazer publicidade da nova novela. Não estamos falando de excesso de comerciais — estamos falando de inserções malucas, mensagens subliminares e até edição do cenário de Chaves.

O fenômeno já está rolando faz algumas semanas e merece bastante atenção. Sério. Dê uma olhada nesses dois vídeos:



Pode ver de novo se seus olhos não entenderam o que aconteceu. A gente tenta explicar: no primeiro, o SBT adiciona uma mensagem subliminar com o nome, a data e o horário de estreia da novelinha, no meio de outra novela. Você está lá, acompanhando uma trama terrível, e ainda é bombardeado com a ideia de acompanhar uma provavelmente pior. Mas se Tyler Durden diz que isso entra no cérebro, a gente até acredita.

O segundo caso, na verdade, é bem mais surreal: os caras realmente pegaram uma imagem de Chaves, filmado há décadas, e simplesmente fizeram uma inserção no cenário, como quem não quer nada, de um pôster. E, se você der uma olhada no YouTube, isso aconteceu não só em um, mas em vários capítulos da série. É puro marketing de guerrilha, algo que sem dúvida o Patrão viu, soltou uma risada e falou “bem bolado, bem bolado”. O único problema: o SBT provavelmente acha que isso fará as pessoas assistirem ao novo Carrossel.

(via @gizmodo)

17 marcas que estão arrasando em publicidade móvel


Google criou cartilha para impulsionar atuação de empresas em tablet e smartphones. Veja algumas marcas citadas como modelo

Starbucks: no Dia dos Namorados, aplicativo usava realidade aumentada para decorar copos
São Paulo - O Google lançou recentemente uma cartilha sobre estratégias de marketing em plataformas móveis. Escrito por Jason Spero, chefe de marketing da AdMob - plataforma de publicidade móvel adquirida pela companhia em 2009 -, o manual chama-se “The Mobile Playbook: The Busy Executive’s Guide to Winning with Mobile" e explica o que marcas e anunciantes devem priorizar para criar campanhas efetivas em smartphones e tablets.
De acordo com Spero, um milhão de pequenas empresas entrarão no mercado de publicidade móvel em 2012 criando sites para celulares. E é do interesse do Google fazer com que elas entrem com o pé direito.
Em meio a gráficos e estudos de caso, a cartilha destaca cases de diversas empresas que foram bem-sucedidas em suas estratégias. Veja quais são algumas delas, e o que elas estão fazendo.
Starbucks
O aplicativo da Starbucks consegue fidelidade permitindo que mais de um milhão de frequentadores de suas cafeterias escaneiem códigos de barras, recarreguem os cartões de compras da rede e compartilhem suas localizações e opções de bebidas favoritas nas redes sociais. Tudo com acesso gratuito a internet por Wi-Fi, disponível em todas as lojas.
Em uma das ações mobile, a marca aproveitou o Valentine’s Day - nosso Dia dos Namorados - e criou o aplicativo Cup Magic, que por meio de realidade aumentada, decorou copos com corações animados.
Walmart
O app da rede permite adicionar itens à lista de compras usando comando de voz, teclado ou escaneando o código de barras, além de possibilitar a consulta de preços e da disponibilidade do produto na loja. Em alguns supermercados, pode-se até pesquisar a localização do corredor onde está o produto.
Coca-Cola
Simples, mas divertido. O aplicativo da marca permite que usuários simulem que estão bebendo uma Coca-Cola.
Delta Air Lines
A empresa aérea permite que clientes abram mão dos cartões de embarque, usando no lugar versões digitalizadas no momento do embarque, um recurso que agiliza o processo de embarque e evita que vôos saiam atrasados.
Os aplicativos oferecem opções de check-in eBoarding em 79 cidades, além de rastreamento de bagagens, alertas sobre viagens, condições de aeroportos e lembretes de estacionamento.
Kraft
A Kraft criou o iFood assistance, aplicativo para tablet que pais e filhos podem usar juntos durante o preparo das refeições, com vídeos, receitas e games.
Intuit
Os usuários do aplicativo SnapTax, criado pela empresa, podem gerenciar os impostos pagos via iPhone ou Android. Os passos são simples: fotografe o formulário, responsa algumas perguntas e arquive.
Wallgreens
A rede de farmácias americana criou um aplicativo que ajuda clientes a administrar o uso regular dos remédios, o “The Refil Ready”. 
O app manda mensagens toda vez que os remédios receitados estiverem no fim. O serviço é gratuito e funciona em qualquer tipo de celular. Com isso, a marca conseguiu que 25% das recompras de medicamentos fossem feitas via celular.
Specialty’s Cafe & Bakery
Com site mobile-friendly, a companhia permite que usuários façam o pedido de qualquer lugar e possam buscá-lo na loja mais próxima. Chipotle, Subway e outras redes possuem serviços semelhantes.
Zipcar
A empresa de aluguel de carros criou um aplicativo que não apenas guia o cliente pelo processo de reserva, mas também localiza o carro no estacionamento acionando a buzina e a destrava das portas. 
Chase
Um app do banco permite que clientes façam depósitos de cheques por meio de snapshot. Basta tirar uma foto da frente e do verso do cheque e enviá-la pelo aplicativo. Segundo o manual, a funcionalidade pode ajudar os bancos que quiserem manter menos caixas eletrônicos em funcionamento.
Priceline
Pelo Negotiator, a empresa ajuda consumidores a encontrar e reservar um quarto de hotel. Os números: 58% dos usuários do aplicativo reservaram um quarto dentro de 20 milhas de distância e 35% reservaram dentro de uma milha.
82% conseguiram reservar uma estadia menos de um dia antes do check-in, o que sugere que esses usuários já estavam em seus lugares de destino, e buscaram o aplicativo para tomar a decisão pela reserva em tempo real.
Ticketsnow
O site móvel da companhia conseguiu dobrar as vendas online da empresa, um "antes e depois" que acontece com frequência quando marcas tornam suas páginas amigáveis a celulares.
Volkswagen
A montadora incentiva suas concessionárias a aderir ao mobile fornecendo modelos que permitem criar sites móveis onde os clientes podem acessar o estoque, consultar opções de financiamento e entrar em contato diretamente com revendedores locais.
HP
A empresa preferiu a utilidade ao entretenimento em sua estratégia móvel. O aplicativo ePrint permite que os consumidores acionem a impressão de documentos a partir do smartphone, o que certamente ajuda a impulsionar a receita da empresa e as vendas de tinta.
Domino's
Pode-se pedir "mais de 1,8 bilhões de combinações de pizza" e acompanhar passo a passo o progresso do pedido com o Domino’s Live Pizza Tracker.
Comcast
O aplicativo da companhia pode ser usado para consultar a disponibilidade dos serviços e obter assistência. A Comcast criou uma extensão de publicidade móvel que permite que usuários liguem diretamente dos resultados de busca, uma campanha que gerou uma taxa média de cliques 270% maior do que os anúncios de busca de desktop.
W Hotels
A rede de hoteis tenta fidelizar clientes oferecendo no aplicativo desde listas de música até pedido de serviço de quarto.
(via @exame)
Sou totalmente favorável a esse tipo de campanha partindo das empresas, são aplicativos pequenos e funcionais que demonstram o quanto o mercado portátil crescente pode fidelizar novos consumidores para as marcas que investem nele.  

Eduardo Saverin, o brasileiro do Facebook, conta sua história


Em entrevista exclusiva a VEJA desta semana, cofundador da rede social revela os detalhes dos primórdios da empresa, diz por que o filme baseado na origem da companhia é um amontoado de ficções e anuncia seu desejo de investir no Brasil

Fábio Altman, de Singapura
CORDIALIDADE - Saverin, no centro financeiro de Singapura, onde vive desde 2009: Não tenho ressentimento algum do Mark
CORDIALIDADE - Saverin, no centro financeiro de Singapura, onde vive desde 2009: “Não tenho ressentimento algum do Mark” (Gilberto Tadday)
Em 11 de maio, uma semana antes da abertura de capital do Facebook na bolsa de valores das empresas de tecnologia, a Nasdaq, o blog Bits, do New York Times, cometeu um erro antológico. Ao fim do texto — "Um fundador do Facebook renuncia à cidadania americana", informava a chamada —, vinha a constrangedora e necessária confissão do risível equívoco: "Uma versão anterior deste texto incluía uma foto publicada erronea­mente; ela mostrava Andrew Garfield, o ator que interpretou Eduardo Saverin no filme A Rede Social, e não o próprio Saverin". Quem recorda a derrapada do jornalão nova-iorquino, lembrança atrelada a um sorriso de Gioconda, incapaz de fazer aparecer os dentes, quase envergonhado, é o próprio Eduardo Saverin. Ele vive uma curiosa condição — a de precisar comprovar, em seu discreto cotidiano de Singapura, onde mora desde 2009, que não é como o personagem do filme e que Garfield, o próximo Homem-Aranha das telas, pode até interpretar muito bem, mas o Saverin de Hollywood nada tem a ver com o Saverin real. "Aquilo é Hollywood, não é documentário", diz, com o sotaque que mistura a típica toada paulistana de quem viveu no Brasil até os 10 anos com o inglês de quem cresceu em Miami, formou-se em Harvard e ficou bilionário por estar no centro de uma das mais espetaculares criações de nosso tempo: o Facebook, de quase 1 bilhão de curtidores e valor de mercado próximo aos 100 bilhões de dólares. Saverin é o sócio número 2 desse clube (cujo primeiro endereço foi registrado na casa dos pais do brasileiro em Miami, ainda como Thefacebook, em 2004), atrás apenas de Mark Zuckerberg. O resto é história.
Ressalte-se que o próprio Saverin contribuiu para o embaralhamento público de seu ego com o alter ego do cinema. Avesso a qualquer contato pessoal que exclua amigos de confiança — "no Facebook não gosto de exibir minha privacidade", diz —, ele tem sido um grande mudo, incapaz de meter seu nariz adunco e as calças Diesel de modelo rasgado onde não é chamado, desde que foi passado para trás por Zuckerberg, recorreu à Justiça, reconquistou o direito de ter quase 5% de ações da empresa (o equivalente a 5,8 bilhões de dólares, talvez um pouco menos, com a oscilação para baixo dos papéis na Nasdaq) e seu nome devolvido ao rol de fundadores. Não falou por imposição de contrato e simplesmente porque não queria falar, protegido pela timidez. É uma fase que termina agora. Saverin recebeu VEJA com exclusividade. Ao contar parte de sua trajetória, a verdade vista por quem a viveu, demole alguns dos mitos que o cercam.
É verdade que a família Saverin deixou o Brasil, em 1992, porque tinha sido incluída numa lista de possíveis vítimas de sequestradores? Não. Aqui quem recorda é o pai, Roberto Saverin, dono de uma companhia exportadora de remédios em Miami. "Sempre quis morar nos Estados Unidos, era um sonho que decidi alimentar porque o Brasil estava em crise, o Collor tinha congelado a poupança, não estava nada fácil", diz. Roberto migrou para fazer a América com a mulher, psicóloga, e três filhos — Eduardo, uma irmã dois anos mais velha que ele e um irmão, o primogênito. Foi somente alguns anos depois, já nos Estados Unidos, que Roberto soube que Eugênio Saverin, seu pai, judeu romeno que montou no Brasil uma das mais conhecidas lojas de roupas infantis de São Paulo, a Tip Top, aparecera numa lista de supostos sequestráveis